Coleção: Almacor

A exposição Almacor do artista Sérgio Roberg, apresenta uma série de imagens inéditas que demonstram uma fase madura e ao mesmo tempo experimental do premiado fotógrafo sorocabano. Vencedor do prêmio Le Plus Grand Concours Photo du Monde na França em 2014 e em 2015, o fotógrafo é reconhecido pela prática de fotografia de natureza, captadas por diversos territórios do mundo desde 2005. Entretanto, é de se notar a qualidade e a potencialidade de um outro lado da sua produção, essa que coloca em debate os limites e as possibilidades da fotografia como uma linguagem artística.

Desde seus 12 anos, ao ganhar sua primeira câmera fotográfica (Asahi Pentax Spotmatic), Sergio Roberg iniciou seu caminho na fotografia; o seu primeiro objeto a ser retratado: o beija-flor de sua casa. Passado o tempo – depois de xx anos – o objeto de pesquisa retorna não como uma memória, mas como um desafio, um desafio de recomeçar e de experimentar. A maturidade técnica do artista, permite uma liberdade e uma descontração para experimentar e explorar técnicas diversas durante seu processo criativo.

Na série Almacor, Roberg busca retratar a alma do beija-flor através da fotografia, seguido de intervenção com tinta guache e edição no computador. Temos então uma série de imagens coloridas que nos remetem à uma esfera de um sonho na qual o elemento do beija-flor aparece quase como um arquétipo expressando seus mais diversos significados de acordo com a leitura de cada cultura (ocidental, oriental, xamânica).

A longa exposição da câmera, permite que a luz grave um rastro de seus movimentos. Esse gesto que soa como uma vibração agitada às vezes faz com que a imagem beire o abstrato – se assemelhando com as pinturas gestuais dos neo-expressionistas americanos como Pollock ou Cy Twonbly. A saturação das cores, funde o fundo com a figura, desmaterializando o objeto e criando uma planaridade da superfície que nos faz questionar se estamos realmente de frente a uma fotografia.

De certo modo, fica evidente o questionamento da fotografia como uma captura da realidade. Desde o início há uma autonomia do artista no que tange as escolhas de composição, cor, movimento, gestualidade – elementos presentes tanto na gravura, como na pintura. Sergio Roberg, em Almacor, mostra que a fotografia não se trata de retratar o visível, mas de tornar visível coisas que não são.

Allan Yzumizawa

Sorocaba, 2018.

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